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Utentes reconhecem qualidades nos serviços de saúde – Notícias




O Índice de Saúde Sustentável 2022, uma iniciativa anual da Nova Information Management School (NOVA-IMS) em parceria com a biofarmacêutica AbbVie, foi apresentado ontem, em Lisboa, numa sessão realizada no Centro Cultural de Belém, que contou com a participação do bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Helder Mota Filipe.

O trabalho foi apresentado esta terça-feira, pelo investigador Pedro Simões Coelho, presidente do Conselho Científico da NOVA-IMS, numa sessão em que participaram também o bastonário da OF, Helder Mota Filipe e o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar.  

Com referência ao ano de 2021, as conclusões deste estudo mostram uma melhoria na qualidade do SNS percecionada pelos utentes, que destacam os profissionais de saúde e a qualidade da informação que prestam. Pelo contrário, a acessibilidade é um apontada como um dos pontos a melhorar, evidente nos tempos de espera entre a marcação e a realização de atos médicos.

O estudo revela também que os utentes consideram que as doenças oncológicas, cardiovasculares e a saúde mental terão mais impacto no futuro, pelo que elegem o acesso a melhores meios de diagnóstico, a medicina personalizada, a disponibilização de mais informação com vista à prevenção e a promoção do acesso a medicamentos inovadores como prioridades de investimento.

Os dados agora apresentados indicam ainda que a maioria dos portugueses (63,7%) está disponível para fornecer dados sobre a sua saúde, através de um dispositivo eletrónico, com o objetivo de receber aconselhamento relativo à prevenção de doenças, e que 66% estaria disponível para uma teleconsulta na próxima vez que sentir necessidade de uma consulta médica.

A maioria dos utentes considera os montantes pagos pelos medicamentos adequados e que a sua eficácia é superior à dos cuidados de saúde que recebem.

Intervindo na sessão de apresentação do estudo, o bastonário da OF realçou a importância deste tipo de trabalhos para geração de evidência e para a tomada de decisões em saúde. “Tem também como vantagem efetuar uma análise na ótica do utilizador e do desempenho do SNS”, acrescentou. Neste contexto, Helder Mota Filipe destacou alguns aspetos preocupantes para a sustentabilidade do SNS, mesmo em ano de pandemia e com o sistema de saúde sujeito a maior carga, como são o aumento da despesa e a evolução da dívida.

O bastonário destacou também disponibilidade dos portugueses para partilha de dados sobre a sua saúde (63,7%), bem como para as teleconsultas (66%), realçando ainda as preocupações em relação ao acesso aos cuidados, área em que “os farmacêuticos comunitários podem dar um importante contributo”.

“É fundamental que o SNS possa manter a sua missão, mas tem de se reformular”, defende o bastonário, mas “tem de ser mais flexível e mais capaz de incluir toda a capacidade instalada para melhorar os cuidados prestados aos portugueses”, considera.

Clique para consultar os resultados do Índice de Saúde Sustentável 2022.

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