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Uma nova orgânica em consolidação – Notícias


Com menos de um ano de atividade, o Laboratório Nacional do Medicamento (LM) é o legítimo sucessor do Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos (LMPQF), uma instituição com mais de um século de uma história que é convergente, em muitos pontos, com a história da profissão farmacêutica em Portugal. O coronel farmacêutico designado para a direção do organismo nesta fase de transição, Manuel António Ramalho da Silva, assumiu a missão de consolidar a nova orgânica. A visita realizada pelo bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF) ao LM, no dia 12 de julho, contribuiu também para consolidar as relações entre as duas instituições.

O bastonário da OF, Helder Mota Filipe, e o membro da
Direção Nacional da OF, Rui Pinto, visitaram o LM no dia 12 de julho.
Conduzidos pelo diretor, Manuel António Ramalho da Silva, percorreram as instalações e
contactaram com a equipa de farmacêuticos e restantes colaboradores da
instituição, numa visita que passou pela farmácia militar, pelo laboratório de
análises clínicas e biobanco e pelas áreas de produção, armazenamento e
distribuição de medicamentos e dispositivos médicos.

O responsável do LM foi destacando as diferentes
responsabilidades no abastecimento ou na produção de medicamentos, a pedido do
Serviço Nacional de Saúde ou de outras entidades, onde se inclui a isoniazida,
metadona, medicamentos manipulados, órfãos ou antídotos.

Atualmente, o LM conta com 111 elementos, 26 dos quais são
farmacêuticos. Manuel António Ramalho da Silva explica que nem todos estes
colaboradores são militares. Embora a grande maioria estejam a trabalhar na
sede, em Lisboa, vários outros elementos estão distribuídos pelas unidades e
farmácias militares espalhadas pelo país.

O bastonário destacou o “papel importantíssimo” que tem
vindo a ser assumido pelo LM na gestão da reserva estratégica de medicamentos e
a flexibilidade para produção de pequenos lotes de medicamentos abandonados
pela indústria farmacêutica, mas que são ainda muito relevantes no tratamento
de algumas doenças.

Helder Mota Filipe realçou que a reserva estratégica de
medicamentos deve poder ser mobilizável a qualquer momento e que o prazo de
validade dos medicamentos que a compõe deve ser monitorizado e controlado. “A
gestão desta reserva deve contemplar uma renovação permanente de produtos para
que nunca cheguem ao final do prazo de validade, exceto, naturalmente, os
medicamentos e produtos que não têm rotação”, considera o bastonário.

Para este efeito, recorda o bastonário, há uma enorme
disponibilidade e recetividade dos organismos da sociedade civil para apoiar a
gestão desta reserva, designadamente ao nível da distribuição farmacêutica.

Para o bastonário, a reserva estratégica é “tão
mais urgente pela situação que vivemos atualmente e outras de natureza
imprevisível, que podem criar dificuldades de abastecimento”.

Helder Mota Filipe referiu-se ainda aos trabalhos
desenvolvidos pelo recém-constituído Núcleo de Farmácia Militar da OF,
sublinhando a relevância e utilidade para toda a classe farmacêutica não
militar. “Os farmacêuticos militares podem ajudar e impulsionar o envolvimento
e participação de colegas das restantes áreas profissionais na capacidade de
resposta e prontidão do país”, disse o bastonário, referindo-se à transmissão
de conhecimentos aos mais jovens que estrão dispostos a ajudar em situações de
catástrofe e/ou humanitárias.

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