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Saúde anuncia medidas para combate às resistências antimicrobianas – Notícias


A Direção-Geral da Saúde (DGS) apresentou a 15 de março o relatório “Portugal – Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos em Números 2015”, que aponta para um aumento de mortalidade por infeções nosocomiais.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) apresentou a 15 de março o relatório “Portugal – Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos em Números 2015”, que aponta para um aumento de mortalidade por infeções nosocomiais. Para enfrentar o problema das resistências antimicrobianas, o Governo anunciou a constituição de um grupo de trabalho que integra a DGS, a Administração Central do Sistema de Saúde, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e o Infarmed que deverá garantir, até final de junho, os mecanismos que permitam obter dados e indicadores, por hospital, relativos ao consumo de antibióticos, resistência antimicrobiana e infeções hospitalares.
    
Estes dados e indicadores constituem o denominado “índice de qualidade PPCIRA” [Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos], que, a partir de 2017, ficará associado à atribuição de incentivos, no âmbito dos contratos-programas dos hospitais.

De acordo com a informação divulgada pela DGS, assistiu-se a uma redução da incidência de algumas infeções em 2014, como é o caso da pneumonia associada à intubação traqueal, nas Unidades de Cuidados Intensivos, que apresenta taxas comparáveis à média europeia, da bacteriemia associada a cateter venoso central e da infeção associada a cirurgia do cólon e reto.

Em outros casos verificou-se um ligeiro agravamento, como aconteceu na infeção associada a cirurgia das vias biliares.

Registaram-se ainda evoluções positivas no consumo de antimicrobianos, principalmente na classe das quinolonas, cujo consumo desceu, entre 2011 e 2014, 27% no ambulatório e mais de 8% a nível hospitalar, mas também uma inversão da tendência crescente no consumo de carbapenemos, antibióticos associados à seleção de bactérias multirresistentes, o qual diminuiu 5% entre 2013 e 2014.

No período em apreço, verificou-se redução das taxas de resistência em alguns microrganismos multirresistentes, como Staphylococcus aureus resistente à meticilina, Enterococcus ou Acinetobacter, taxas que ainda assim se mantém elevadas, considerando-se fundamental a sua redução. Caraterizada como mais preocupante, é a situação que se verifica nas bactérias classificadas como Gram-negativo. Tal é o caso da resistência elevada aos antibióticos da classe das quinolonas, da bactéria Escherichia coli, responsável pela maior parte das infeções urinárias não complicadas.

Mas a principal ameaça é constituída pelo microrganismo Klebsiella pneumoniae resistente aos antibióticos da classe dos carbapenemos, já presente em todo o Mundo.

Clique aqui para aceder ao relatório “Portugal – Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos em Números 2015”.

Consulte também o Despacho n.º 3844-A/2016.

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