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Ordem quer auditoria sobre gestão da medicação nas unidades de cuidados continuados e integrados – Notícias


A Ordem dos Farmacêuticos (OF) questionou a coordenadora da Rede Nacional de Cuidados Continuados e Integrados (RNCCI) sobre as condições de acesso à medicação nestas unidades.

“Quem faz a
gestão e otimização da terapêutica? Como é feita? Qual a prevalência de
polimedicação nestes doentes? Em quantos é feita a reconciliação terapêutica? Quantos
farmacêuticos tem a colaborar ativamente no tratamento dos nossos doentes
crónicos?”, interrogou a bastonária em carta enviada à coordenadora da rede, a
enfermeira Purificação Gandra.

A bastonária
dirigiu-se à coordenadora da RNCCI após a sua intervenção na conferência de imprensa
diária do Ministério da Saúde, sobre a evolução da pandemia Covid-19 no nosso
país, em que anunciou 90 casos de infeção confirmados na rede e nove óbitos
pela doença.

Ao longo dos
últimos dez anos, recorda a bastonária, a OF tem vindo apresentar várias
propostas para garantir cuidados continuados de qualidade aos portugueses, mas que
“estranhamente nunca foram ouvidas”, lamenta a representante dos farmacêuticos.

Ana Paula
Martins considera que a enfermeira coordenadora da RNCCI deveria explicar aos
portugueses como podem estar igualmente confiantes e seguros sobre a forma como
a medicação lhes é garantida nas unidades que integram a rede. “Faltou-lhe
falar de um aspeto que os farmacêuticos portugueses e a sua Ordem consideram
fundamental: a utilização racional e adequada dos medicamentos por quem teve
formação para essa função e já a exerce nos Serviços Farmacêuticos Hospitalares
do Serviço Nacional de Saúde e nas Farmácias Comunitárias”.

Para a OF, a
coordenação da RNCCI deveria estimular e promover parcerias com os
farmacêuticos do setor privado, as farmácias, e não se escudar em dificuldades
e limitações relacionadas com o número de efetivos farmacêuticos no SNS.

No atual
cenário de pandemia Covid-19, a OF interroga também sobre a existência de protocolos
terapêuticos para doentes infetados com o SARS-CoV-2, tendo também em conta que
boa parte deles são doentes crónicos e polimedicados. Estes utentes da RNCCI “precisam
de cuidados farmacêuticos personalizados”, tal como já acontece nos hospitais,
em articulação com os médicos.

A OF vai
pedir ao Ministério da Saúde a realização de auditorias e inspeções à RNCCI
sobre a gestão da medicação nessas unidades.

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