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OF e SPMS avançam no acesso a dados de saúde por farmacêuticos – Notícias


O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Helder Mota Filipe, esteve reunido com o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Luís Goes Pinheiro, para analisar o acesso dos farmacêuticos com atividades clínicas às plataformas de dados em saúde. As duas entidades convergem no objetivo de dinamizar o perfil de “farmacêutico” para acesso a informação clínica dos utentes que seja relevante para a prestação de serviços farmacêuticos.

Desde o início do mandato como bastonário da OF, no final de fevereiro, Helder Mota Filipe tem vindo a insistir na importância de disponibilizar aos farmacêuticos das áreas assistenciais acesso aos registos de saúde eletrónicos dos seus utentes. “Não há razões de natureza tecnológica para que tal não aconteça. Falta apenas vontade política”, disse o bastonário no seu discurso de posse.

Desde então, o representante dos farmacêuticos tem encetado contactos com o Ministério da Saúde e demais autoridades reguladoras para desenvolver uma solução tecnológica que assegure o acesso dos farmacêuticos a informação clínica relevante dos seus utentes.

Na reunião realizada com o presidente do SPMS, a 9 de junho, foi assegurado o compromisso das duas instituições em prosseguir este desígnio, tendo sido definido uma metodologia de trabalho e acompanhamento das ações a desenvolver.

Luís Goes Pinheiro realçou a existência de um perfil “farmacêutico” para acesso às plataformas de dados em saúde, mas admitiu dificuldades na sua operacionalização, fundamentalmente relacionadas com diferenças nas políticas de acesso definidas em cada hospital.

Neste sentido, as duas entidades acordaram a realização de algumas ações conjuntas para sensibilização, formação e dinamização do acesso aos dados em saúde por farmacêuticos. Numa primeira fase, estas ações organizadas pelos SPMS dirigem-se fundamentalmente aos profissionais que trabalham nos hospitais e unidades públicas de saúde.

De forma paralela, serão iniciadas diligências para generalização deste acesso também no ambulatório, num processo que vai envolver a OF, as farmácias comunitárias e os laboratórios análises clínicas.

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