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Novo estudo de perceção sobre medicamentos genéricos – Notícias


A Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (Apogen) realizou um Estudo de Perceção dos Medicamentos Genéricos em Portugal, com o objetivo de conhecer a opinião dos utentes, farmacêuticos comunitários e médicos de clínica geral e familiar sobre a utilização de medicamentos genéricos no nosso país e o seu papel no sistema de saúde. Apesar da perceção favorável, a quota de mercado encontra-se estagnada, abaixo da média, mas com elevado potencial de crescimento. A esmagadora maioria dos farmacêuticos aconselham medicamentos genéricos aos seus utentes, mas apontam também reservas à sua adoção em determinadas classes terapêuticas.

O estudo pretendia aferir os determinantes, as barreiras e os facilitadores no processo de adoção dos medicamentos genéricos em Portugal, principalmente nesta fase pós-pandemia em que o País e os cidadãos enfrentam incerteza e grandes constrangimentos financeiros e o SNS – Serviço Nacional de Saúde sofre a pressão do retomar das atividades assistenciais.

O estudo desenvolvido para a Apogen pela GfK Metris revela uma opinião generalizada muito favorável aos medicamentos genéricos.

Especificamente os utentes têm uma perceção favorável sobre os medicamentos genéricos, com 85% dos inquiridos a considerar a sua existência como “positiva” ou “muito positiva”. E esta relação não foi alterada com a pandemia. Três quartos da população inquirida equiparam os medicamentos genéricos aos medicamentos originadores em termos de qualidade, eficácia, segurança e regulação/controlo e afirmam seguir a terapêutica se prescrita/recomendada pelo médico.

Também os farmacêuticos comunitários têm uma perceção favorável aos medicamentos genéricos com a quase totalidade a recomendar estas soluções e apenas 4% só quando os utentes pedem a opinião. Os inquiridos consideram que as caraterísticas destes medicamentos são equiparadas aos medicamentos de referência. Entre os fatores positivos apontam o melhor preço para os utentes e a rentabilidade para as farmácias considerando, no entanto, que existem demasiadas marcas e flutuação de preços, pelo que metade dos farmacêuticos considera que o laboratório é um fator importante na seleção dos medicamentos genéricos.

Também 80% dos médicos de Medicina Geral e Familiar consideram que a existência de medicamentos genéricos é “positiva” ou “muito positiva”, destacando como principal vantagem o preço. Para os médicos de Medicina Geral e Familiar existem três fatores decisivos para a prescrição destas soluções terapêuticas: a condição económica do doente, a diferença de preço e as classes terapêuticas.

Contudo, apesar dos medicamentos genéricos já existirem em Portugal há mais de 20 anos e sob a mesma regulamentação legal dos medicamentos originadores, um terço dos médicos de Medicina Geral e Familiar inquiridos apresenta algumas reservas sobre a qualidade/eficácia e um quarto sobre a composição dos medicamentos genéricos em relação aos originadores.

Da leitura do estudo conclui-se que existe ainda margem de progressão na adoção destas terapêuticas que, só nos últimos 10 anos, já permitiram libertar recursos das famílias e do SNS no valor de quase 4,3 mil milhões de euros para serem aplicados na inovação em saúde. Um valor que corresponde a quase 2 anos de despesa do Serviço Nacional de Saúde com medicamentos.

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