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FIP e a OMS desenvolvem novo guia curricular para melhorar a ação contra os medicamentos falsificados – Notícias


A Federação Farmacêutica Internacional (FIP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicaram um novo guia curricular para apoiar docentes e pessoal envolvido na formação de farmacêuticos na sensibilização dos cidadãos para a contrafação de medicamentos. Em 2017, a OMS estimou que um em cada dez medicamentos em países de baixo e médio rendimento estavam abaixo dos padrões de qualidade, segurança e eficácia, colocando em risco a população e os cuidados prestados.

“Os profissionais de saúde são
essenciais para detetar e denunciar medicamentos falsificados ou de baixa
qualidade que penetraram nas cadeias de abastecimento, bem como na
educação e aconselhamento aos doentes expostos a
estes produtos. No entanto, temos conhecimento de barreiras à
notificação, incluindo a falta de
consciencialização e sistemas de reporte complexos. Uma solução proposta pela OMS foi a produção de um
currículo educacional modular para melhorar a notificação e as intervenções.
A FIP tem a honra de ter assumido o desafio de
desenvolver este currículo para os futuros
farmacêuticos ”, refere Dominique Jordan, presidente da FIP.

 O guia curricular é uma
ferramenta para a formação em medicamentos de baixa qualidade, que pode ser adaptado às necessidades das instituições
académicas. O guia contém um quadro de competências e aspetos práticos de
implementação e é complementado com módulos
que se alinham com a estratégia de prevenção-deteção-resposta da OMS para que
os farmacêuticos saibam como identificar
medicamentos com alto risco de contrafação,
evitar que estes produtos cheguem à cadeia de abastecimento, detetar e
reportar às autoridades competentes e intervir para prevenir danos no doente.

 Estes materiais, que oferecem
aos docentes farmacêuticos recursos de ensino e orientação prática, foram
desenvolvidos com o apoio da Comissão Europeia,
e em colaboração com a Conferência Internacional das Ordens dos Farmacêuticos
de Língua Francesa, a Associação dos Farmacêuticos da Commonwealth e cinco universidades
na África Subsaariana , região particularmente vulnerável a esses produtos.

 

“Os medicamentos de baixa
qualidade são uma ameaça constante, abrangente e
inaceitável na saúde pública. A estratégia holística da OMS de prevenção,
deteção e resposta a estes produtos exige uma integração total dos
farmacêuticos. A sua posição única, como protetores da integridade da cadeia de
abastecimento, permite-lhes salvaguardar a
qualidade e segurança dos medicamentos antes da sua distribuição e uma vigilância
indispensável. No entanto, muito poucos farmacêuticos têm formação sobre o tema durante ou após a sua formação-base. Este projeto aborda uma lacuna na formação das instituições de ensino e promove o papel essencial dos
farmacêuticos nesta problemática”, revela
Pernette Bourdillon-Esteve, líder da equipa “Incidents and
Substandard/Falsified Medical Products”, da OMS.

 O presidente da FIP acrescenta ainda que “este recurso é projetado para aumentar e melhorar os níveis
de formação e sensibilização dos farmacêuticos sobre os medicamentos falsificados. Acreditamos que será útil não só para os nossos
colaboradores, mas também para mais países da região africana e não só. ”

 O “Currículo para estudantes de
Ciências Farmacêuticas sobre medicamentos falsificados e substandard: guia de
currículo e quadro de competências” está disponível aqui.

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