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Farmácias de Cascais iniciam dispensa de testes rápidos para deteção do VIH e hepatites virais – Notícias


O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, visitou ontem uma das 22 farmácias do concelho de Cascais que iniciaram a disponibilização de testes rápidos para o rastreio de infeções por VIH e hepatites virais. Acompanhado pelo diretor executivo da ONUSIDA – Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/Sida, Tim Martineau, e pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, o membro do Governo explicou que a dispensa destes testes em farmácias e laboratórios clínicos será, progressivamente, alargada a todo o País: primeiro às regiões de Lisboa e Porto e depois nos restantes municípios que ontem subscreveram a Declaração de Paris – Almada, Amadora, Loures, Oeiras, Odivelas, Portimão e Sintra –, juntando-se à iniciativa internacional Fast Track Cities – Cidades na via rápida para acabar com a epidemia VIH.

«Hoje é um dia histórico. O dia em que os testes rápidos
de rastreio de infeção por VIH e hepatites virais ficam disponíveis aqui nas
farmácias de Cascais, num enorme esforço de proximidade. É um dia único para o
VIH».

Foi deste modo que o membro do Governo classificou a
operacionalização de uma medida aprovada em março, pelo Despacho n.º 2522/2018,
para reforço e promoção do diagnóstico precoce destas infeções. Fernando Araújo
explicou também alguns aspetos relacionados com a confidencialidade na dispensa
e realização destes testes.

“Em todo este circuito se o utente não se quiser
identificar não se identifica, portanto pode fazer o teste sem ser necessário
nunca dar os seus dados pessoais. Só se for reativo, aquando do contacto com a
linha SNS 24 para marcar a consulta [hospitalar] aí é que tem de se
identificar, mas todo este circuito é totalmente confidencial, anónimo, de
forma que o utente não tenha nenhum constrangimento de vir fazer o teste a
qualquer farmácia”, afirmou.

Durante a visita esta tarde a uma farmácia de
Alcabideche, em Cascais, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde explicou
ainda que os farmacêuticos têm, na formação que recebem para a realização dos
testes rápidos, uma “grande área da formação” na área da psicologia.

No início do passado mês de setembro, a Ordem dos
Farmacêuticos realizou, em Cascais, uma ação de formação para capacitar
farmacêuticos para realização de testes rápidos de rastreio das infeções por
VIH, VHC e VHB nas farmácias comunitárias.

Conforme explicou agora o secretário de Estado, “uma das
grandes áreas de formação dos farmacêuticos está relacionada com a informação
pré e pós teste e, em caso de reatividade, não só o apoio psicológico, mas
também a explicação. Um teste reativo não significa necessariamente um teste positivo
e, portanto, há que explicar muito bem ao utente o que está aqui em causa e
depois, naturalmente, orientá-lo através da linha SNS 24 para a instituição
hospitalar onde vamos poder confirmar ou não o diagnóstico e depois segui-lo”,
disse Fernando Araújo durante a visita à farmácia

De acordo com a informação prestada pelo responsável do
Ministério a Saúde, Lisboa e Porto serão as duas próximas cidades que vão
passar a disponibilizar testes rápidos à população, seguidas de Almada,
Amadora, Loures, Oeiras, Odivelas, Portimão e Sintra, municípios que aderiram
ontem ao consórcio internacional Fast Track Cities, num compromisso
eliminar o VIH até 2030.

O secretário de Estado Adjunto da Saúde lembrou ainda o
compromisso do Governo de, até ao final do ano, passar a disponibilizar testes
que podem ser feitos em casa. “Deverá ser publicada muito proximamente a
legislação que nos vai permitir essa abertura, que atualmente estava vedada sob
o ponto de vista legal, e esperamos cumprir com o que tínhamos prometido que é
até ao final do ano os testes poderem ser realizados em casa, poderem ser
vendidos nas farmácias comunitárias. Estamos muito focados nesse objetivo e
temos a certeza que vamos conseguir, será uma alternativa diferente”, disse.

A proposta legislativa
que avança com a possibilidade dos testes em casa já foi aprovada em Conselho
de Ministros e promulgada pelo Presidente da República.

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