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Farmacêuticos parceiros no combate às doenças não transmissíveis – Notícias


A Federação Internacional Farmacêutica (FIP) divulgou, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Saúde, o relatório “Superando as doenças não transmissíveis na comunidade: A contribuição dos farmacêuticos”, em que destaca o envolvimento destes profissionais na prevenção, diagnóstico precoce e gestão de doenças não transmissíveis. O trabalho foi coordenado pela farmacêutica portuguesa Isabel Jacinto, apresentando iniciativas desenvolvidas em 15 países, entre os quais Portugal, detalhando ações realizadas pelas farmácias no âmbito da prevenção da doença, gestão da terapêutica, formação, uso das novas tecnologias e colaboração multidisciplinar.

O relatório produzido pela FIP apresenta
evidência sobre a intervenção dos farmacêuticos na luta contra as doenças não
transmissíveis, como a diabetes, doenças cardiovasculares, asma e cancro, que
são uma das principais causas de morbilidade e mortalidade em todo o mundo.

O Grupo de Trabalho da FIP que produziu
este relatório, com base nas informações fornecidas pelas organizações membros,
concluiu que a interação regular dos farmacêuticos com os doentes pode ajudar a
prevenir as doenças não transmissíveis, mas também o uso responsável de
medicamentos e a adesão à terapêutica, contribuindo assim para alcançar
melhores resultados de saúde.

A elevada acessibilidade aos serviços
disponibilizados pelos farmacêuticos comunitários coloca-os numa posição
privilegiada para minimizar o impacto das doenças não transmissíveis, pela sua
capacidade de estimular a prevenção, o diagnóstico precoce e prestar
aconselhamento especializado.

Os autores deste trabalho acreditam que
os farmacêuticos podem desempenhar um papel ainda mais ativos no âmbito das
doenças não transmissíveis se alinharem estratégias de intervenção com de
outros profissionais de saúde.

“A gestão de doenças não transmissíveis
exige novas respostas, soluções inovadoras e criativas, muitas das quais
poderiam ser disponibilizadas por farmacêuticos”, disse a coordenadora do grupo
de trabalho, a farmacêutica portuguesa Isabel Jacinto, que realça também que a falta
de acesso a farmacêuticos em alguns países agrava o estado de saúde das pessoas
com doenças não transmissíveis, razão pela qual este relatório pede aos
governos que tomem medidas para aumentar a oferta de farmacêuticos
qualificados.

O grupo de trabalho também pede que a
contribuição dos farmacêuticos para a prevenção e gestão destas doenças seja
reconhecida e adequadamente remunerada. “Este relatório fornece evidência
global para defender, nacional e internacionalmente, uma função ampliada para
os farmacêuticos na gestão da doença”, refere Isabel Jacinto.

Consulte o Relatório “Beating non-communicable diseases in the community:
The contribution of pharmacists”

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