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Farmacêuticos iniciam formação sobre dispensa de anti-retrovíricos – Notícias


Mais de duas centenas de farmacêuticos comunitários participaram no dia 12 de julho, no Centro de Congressos de Lisboa, numa ação de formação sobre a dispensa de medicamentos anti-retrovíricos nas farmácias, numa iniciativa em que foram apresentados os moldes deste projeto-piloto que poderá abranger até 1.250 doentes do Hospital Curry Cabral e que será monitorizado pelo Imperial College, de Londres.

Mais de duas centenas de farmacêuticos comunitários participaram no dia 12 de julho, no Centro de Congressos de Lisboa, numa ação de formação sobre a dispensa de medicamentos anti-retrovíricos nas farmácias, numa iniciativa em que foram apresentados os moldes deste projeto-piloto que poderá abranger até 1.250 doentes do Hospital Curry Cabral e que será monitorizado pelo Imperial College, de Londres.
    
A sessão promovida pela Ordem dos Farmacêuticos (OF) e pela Associação Nacional das Farmácias (ANF) contou com a presença do ministro da Saúde, entre outras personalidades e especialistas na área do VIH/sida, e marcou o início do programa que permitirá a dispensa em farmácias comunitárias de medicamentos para o tratamento da doença.

Adalberto Campos Fernandes explicou, na abertura da sessão, as motivações da decisão política de autorizar a dispensa destes fármacos nas farmácias. “Todos nós que trabalhámos em grandes hospitais sabemos que hoje não faz sentido que os doentes tenham de fazer dezenas, às vezes centenas, de quilómetros para acederem à medicação”, afirmou.

Também a bastonária da OF destacou o caráter inovador deste projeto, centrado no doente e nas suas necessidades e que está assente no conhecimento e na transparência. Ana Paula Martins realçou também o papel da OF em todo este processo, “ao certificar as competências dos farmacêuticos para a prestação deste serviço, tal como já acontece, por exemplo, na administração de vacinas e medicamentos injetáveis”.

Por sua vez, o presidente da ANF, Paulo Cleto Duarte, enunciou alguns princípios subjacentes a este projeto-piloto, como a liberdade de escolha dos doentes, cuja adesão será voluntária e reversível a qualquer momento; a intervenção farmacêutica diferenciada, que acrescenta valor à prestação deste serviço; e a demonstração de uma relação positiva de custo-benefício para todos – Estado, sistema de saúde, utentes e farmácias.

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