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Farmacêuticos disponíveis para apoiar testagem à covid-19 – Notícias


Portugal enfrenta atualmente uma das piores fases da pandemia de covid-19, com aumento de novos casos de infeção, do número de vítimas mortais e de doentes com necessidade de internamento, num cenário que coloca à prova a capacidade de resposta das nossas unidades de saúde, dos seus profissionais e do sistema de saúde em geral.

A realização de testes de diagnóstico laboratorial em larga escala
é um fator determinante para o controlo da pandemia, tal como descrito na
Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2 (Norma DGS 019/2020), que prevê o
envolvimento de outras entidades prestadoras de cuidados de saúde na realização
de testes à covid-19 à população, mediante a situação epidemiológica no País e
as necessidades a nível regional e local.

Nos termos da Circular Conjunta n.º 005/CD/100, de 13 de novembro,
sobre a operacionalização da utilização dos testes rápidos de antigénio, a
Direção-Geral da Saúde, o Infarmed e o Instituto Nacional de Saúde Doutor
Ricardo Jorge esclarecem que estes testes devem ser realizados por
“profissionais de saúde com experiência e competência para a colheita da
amostra biológica”, de acordo com o Manual de Boas Práticas Laboratoriais.

Os farmacêuticos, além de preencherem as condições definidas neste
novo normativo, estão já legalmente habilitados para realizar testes rápidos
nas farmácias para rastreio de outras infeções, como o VIH/sida, hepatite B e
hepatite C, fazendo-o há muitos anos com dispositivos médicos para diagnóstico in
vitro
.

A Ordem dos Farmacêuticos entende que a atual situação
epidemiológica da pandemia de covid-19 no País justifica um esforço coletivo
nacional para mitigar a propagação do SARS-CoV-2 na comunidade e garantir a
segurança e a confiança de todos os portugueses, preparando-os para a época
festiva que se avizinha.

“As pessoas estão com medo de estar com os seus familiares, estão
com receios de ir para o trabalho. É importante generalizarmos o acesso a estes
testes rápidos. Com prudência e rigor, mas de forma massiva, para que os portugueses
se sintam mais seguros e confiantes para comemorar o Natal e conviver com os
seus familiares”, explica a Bastonária Ana Paula Martins.

À semelhança de outras entidades nacionais e europeias, a Ordem
dos Farmacêuticos solicita também a intervenção da Comissão Europeia para que
impulsione os Governos nacionais a adotarem estratégias de testagem em massa,
envolvendo e reconhecendo o contributo dos farmacêuticos – nas farmácias e
laboratórios de proximidade – para o aumento dos rastreios por testagem, e
assim preservar a saúde dos portugueses, quebrar cadeias de transmissão e
proteger a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.

França, Espanha, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos da América e
Austrália são apenas exemplos de alguns países que promovem uma intervenção
clara dos farmacêuticos na testagem contra a covid-19. A Federação
Internacional Farmacêutica anunciou também a publicação de um novo referencial
com indicações para realização de testes rápidos por farmacêuticos.

Nestes termos, a Ordem dos Farmacêuticos recomenda a realização de
testes rápidos por farmacêuticos nas condições definidas nos normativos em
vigor, cumprindo escrupulosamente os requisitos de instalações, biossegurança e
comunicação e notificação dos resultados conhecidos.

“Vivemos em estado de emergência, com os cuidados de saúde à beira
da rutura. Se não é nesta fase que a intervenção dos farmacêuticos é oportuna,
quando será?”, questiona a bastonária. “É tempo dos farmacêuticos analistas e
comunitários, ajudarem também os portugueses a se sentirem mais seguros neste
período tão importante das nossas vidas”, considera. “Os farmacêuticos estão
disponíveis para ajudar o Governo a salvar o Natal”, conclui.

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