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Farmacêuticos britânicos vão prescrever medicamentos para situações clínicas ligeiras – Notícias


O novo plano do governo britânico para resolver os problemas no acesso aos cuidados de saúde primários atribui aos farmacêuticos comunitários a competência para prescrever medicamentos, incluindo antibióticos e antivíricos, para sete situações clínicas ligeiras – otites, dores de garganta, infeções do trato urinário, sinusite, mordidas de insetos, herpes zóster (zona) e impetigo. O plano inclui também a monitorização da pressão arterial e a dispensa da contraceção oral de emergência em farmácias comunitárias.

 

O objetivo, anunciou o governante, passa pela recuperação da atividade assistencial e diminuição da pressão sobre os cuidados de saúde primários. De acordo com os números avançados, nos últimos cinco anos cerca de 24 milhões de consultas ocorreram apenas 15 dias após a solicitação do utente, o que equivale a quase cinco milhões de consultas anuais com atrasos relevantes.
Com a implementação do plano agora apresentado, que o Governo espera concluir até final do ano, podem ser libertadas mais de 15 milhões de consultas nos cuidados de saúde primários nos próximos dois anos.
A presidente da Royal Pharmaceutical Society considera que o novo plano vem “alterar as regras do jogo” para os utentes. Pela primeira vez, os farmacêuticos vão poder emitir prescrições para várias condições clínicas ligeiras, à semelhança do que já acontecia de algum modo nas farmácias escocesas.
Além da prescrição de medicamentos, o sistema de saúde britânico conta também com os farmacêuticos para monitorização da pressão arterial de quase 2,5 milhões de utentes, duplicando assim a capacidade do país para acompanhar doentes hipertensos.
Tal como já acontece na Irlanda do Norte, as farmácias britânicas vão também poder dispensar a contraceção oral de emergência, sem que os utentes tenham necessidade de recorrer aos cuidados de saúde primários.  
Uma peça fundamental para o início destes novos serviços nas farmácias comunitárias é o acesso e conetividade aos sistemas de informação em saúde. O Governo britânico compromete-se com o investimento em infraestruturas digitais que possibilitem a consulta e registo de informação clínica relevante para o processo terapêutico dos utentes.

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