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Cinco novos Medalhados de Honra – Notícias

Cinco novos Medalhados de Honra


Por ocasião das comemorações dos 50 anos da sua constituição formal, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) distinguiu cinco personalidades pelos seus relevantes contributos para o desenvolvimento e prestígio da profissão farmacêutica. Aurora Simón, diretora técnica do CIM-OF, Dora Brites, professora e investigadora da FFUL, João Neto, diretor do Museu da Farmácia, Laura Vilarinho, da Unidade de Rastreiro de Neonatal e Doenças Metabólicas do INSA, e Manuela Teixeira, farmacêutica comunitária na reforma, foram os ilustres distinguidos.

O programa da cerimónia comemorativa dos 50 anos da Ordem dos Farmacêuticos (OF) incluiu a entrega das Medalhas de Honra da OF, naquele que foi um dos pontos altos do evento, pelo reconhecimento público a cinco personalidades que se têm distinguido na defesa, valorização e desenvolvimento da profissão farmacêutica.“Vidas que não gostam especialmente de holofotes, mas que sem elas as nossas vidas e as vidas de outros não eram exatamente iguais. Cinco personalidades que muito deram à Farmácia, mas principalmente aos doentes e à sociedade. Cinco pessoas, uma por cada década destes 50 anos. Cinco individualidades que provam que São Francisco de Sales tinha razão quando dizia “O bem não faz barulho e o barulho não faz bem”, lembrou o bastonário antes da entrega da distinção.A Medalha de Honra é um dos mais importantes galardões atribuídos pela OF, reservado apenas a individualidades de reconhecido mérito e elevado prestígio. Destina-se a distinguir os farmacêuticos ou outros cidadãos, portugueses ou estrangeiros, assim como Instituições que, pela sua dedicação, mérito e ação extraordinária, tenham contribuído de modo relevante para a valorização da atividade farmacêutica no seio da sociedade.Este ano, a Direção Nacional deliberou, por unanimidade, atribuir a Medalha de Honra da Ordem dos Farmacêuticos pela sua ação extraordinária nos planos profissional e social, contribuindo para o progresso das ciências da saúde, com particular destaque e reconhecido mérito, aos farmacêuticos Aurora Simón, Dora Brites, Laura Vilarinho e Manuel Teixeira e ao diretor Museu da Farmácia João Neto.




 

Aurora Simón é natural de Salamanca, onde concluiu a licenciatura em Farmácia, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Salamanca. Começou a carreira na Farmácia Hospitalar. Fez a Residência na “Cuidada Sanitaria 12 de Outubre”, em Madrid, onde obteve também o grau de Especialista em “Farmácia Hospitalária”.


A convite do Bastonário Alfredo Albuquerque, em 1985, fundou e tornou-se a primeira, e até agora única, Diretora Técnica do Centro de Informação sobre Medicamentos da Ordem dos Farmacêuticos. São mais de 30 anos em contacto permanente com farmacêuticos de várias áreas profissionais, assegurando um serviço de informação independente, avaliada e atualizada para todos os membros da Ordem dos Farmacêuticos.




 

A professora e investigadora Dora Brites é licenciada e doutorada em Farmácia pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

É Investigadora Coordenadora. Dirige o grupo de Neuroinflamação, Sinalização e Neuroregenação do iMed.ULisboa – o Instituto de Investigação do Medicamento da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Tem vindo a desenvolver um intenso trabalho de investigação na área das doenças neurodegenerativas e distúrbios do neurodesenvolvimento, na Esclerose Lateral Amiotrófica, na doença de Alzheimer e no envelhecimento cerebral. A sua investigação contribui ainda hoje para ajudar a clarificar novos mecanismos de patogenicidade pela neuroinflamação nas doenças neurodegenerativas, levando à identificação de novos alvos, biomarcadores e estratégias terapêuticas mais eficazes para estas doenças.




 

João Neto é o diretor do Museu da Farmácia. Estudou História na Universidade Lusíada e é um investigador nato, com uma sede insaciável de conhecimento. Fundou o Museu da Farmácia na década de 80 e é desde então o seu Diretor. Desde o ano de 2001, assume também a presidência da Associação Portuguesa de Museologia.

Ao longo destes anos, os farmacêuticos reconhecem o inesgotável esforço para reunir inúmeras peças e coleções que retratam a História da Farmácia, dos Farmacêuticos e da Saúde, em Portugal, mas também no Mundo. Enquanto Historiador e Museólogo, a vida de João Neto está ligada de forma muita marcada à Farmácia e à Profissão Farmacêutica. Hoje, na comemoração dos 50 anos da constituição formal da Ordem dos Farmacêuticos, aqui, no Museu do Tesouro Real, juntamos então três das suas paixões: os Museus, a Monarquia e a Farmácia.




 

Laura Vilarinho é farmacêutica, professora e investigadora do INSA. É coordenadora da Unidade de Genética Humana e da Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética.

Tem uma vastíssima carreira na investigação e rastreio de doenças genéticas e metabólicas. E tem sido uma das principais impulsionadoras do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, conhecido por todos como o “teste do pezinho”. O programa

abrange atualmente 26 doenças, 25 das quais de origem genética, e tem uma taxa de cobertura de 99,5%, com registo de rastreio de quase 4 milhões de crianças e milhares de diagnósticos precoces que permitem o início imediato dos tratamentos.




 

Manuela Teixeira é também Licenciada em Farmácia pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

Farmacêutica comunitária, diretora técnica e proprietária da Farmácia Teixeira, na Baixa da Banheira, onde exerceu durante quase 40 anos, sempre ao serviço da sua comunidade e dos seus utentes. É uma acérrima promotora e defensora do desenvolvimento profissional contínuo, da formação contínua, que ajudou a impulsionar na Associação Nacional das Farmácias e como monitora dos cursos de Farmacoterapia e de Ajudantes de Farmácia.

Integrou os órgãos sociais da Associação e fez parte do “Grupo do Guincho”, juntamente com outros ilustres farmacêuticos, que ajudaram a promover desenvolver um Programa de Boas Práticas de Farmácia conjunto entre a ANF e Ordem dos Farmacêuticos. Tem ainda um vasto trabalho de cooperação e qualificação dos farmacêuticos dos países lusófonos, que lhe valeram também as distinções da Academia Nacional de Farmácia e do Conselho Federal de Farmácia do Brasil.

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