Email: geral@afp.com.pt Tel: 222 089 160 *

Cientistas estudam combinação de vacinas COVID-19 – Notícias


Cientistas britânicos iniciaram na passada semana um ensaio sem precedentes para descobrir se duas doses de diferentes vacinas COVID-19 produzem uma resposta imunológica que iguala – ou excede – o efeito de duas doses da mesma vacina.

O estudo, financiado pelo
governo, tentará fornecer dados importantes sobre se a combinação de vacinas
diferentes poderá ser uma estratégia eficaz na luta para vacinar a população
global contra o vírus – ainda mais urgente agora dado o fornecimento
imprevisível de vacinas e a necessidade de um sistema flexível para alcançar todas
as pessoas. Os investigadores também querem testar a forma como as doses mistas
respondem às novas variantes do vírus.

A combinação de vacinas
demonstrou ser eficaz contra o Ébola e na prática geral – algumas pessoas que
precisam de doses de reforço mais tarde na vida raramente recebem uma vacina da
mesma marca que receberam pela primeira vez anos alguns atrás. A vacina da
gripe sazonal também muda ano após ano.

A equipa avançou que os dados
preliminares estarão disponíveis no início do verão.

“Isto terá um impacto na
política global de vacinas”, disse Mary Ramsay, chefe de vacinação da Public
Health England. “Outros países vão continuar a distribuir vacinas em taxas
diferentes no mundo. Portanto, é importante que possamos fornecer dados sobre
se os calendários vacinais com mistura de vacinas são uma boa alternativa ao
uso de duas doses padrão. ”

A AstraZeneca já anunciou que
está a testar a sua vacina num teste de dosagem combinada com o Sputnik V
(vacina da Rússia). As duas vacinas usam a mesma tecnologia de vetor viral de
adenovírus para entrar nas células com instruções para fazer a proteína spike,
mas a vacina da AstraZeneca/Oxford usa um vírus de chimpanzé, enquanto que a
vacina Sputnik usa dois vírus de gripe pouco comuns. A teoria diz que a combinação
dos dois fatores irá gerar uma resposta imunológica mais forte, já que usar um
adenovírus diferente impedirá que o corpo ataque o vetor na segunda dose.

 

 

Link da fonte

Scroll to Top