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Bastonário esteve na tomada de posse da homologa cabo-verdiana – Notícias


A farmacêutica cabo-verdiana Marcília Fernandes iniciou formalmente o seu segundo mandato como bastonária da Ordem dos Farmacêuticos de Cabo Verde (OFCV). O ato de posse dos órgãos eleitos no final de abril realizou-se esta quarta-feira, dia 18 de maio, na cidade da Praia, numa cerimónia presidida pelo ministro da Saúde de Cabo Verde, Arlindo Rosário, em que participou também o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF) de Portugal, Helder Mota Filipe.

A presença do representante dos farmacêuticos portugueses no
ato de posse dos novos órgãos sociais da OFCV confirma o compromisso da OF com
a cooperação farmacêutica no espaço lusófono. Através do seu Conselho para a
Cooperação e enquanto membro da Associação de Farmacêuticos dos Países de
Língua Portuguesa (AFPLP), a OF tem apoiado o desenvolvimento do setor farmacêutico nos
países africanos lusófonos, nos domínios do ensino, da regulamentação e
organização profissional, entre outros, tendo participado ativamente no
processo que levou à criação das duas Ordens dos Farmacêuticos entretanto
constituídas no espaço lusófono, a OFCV, em 2016, e a Ordem dos Farmacêuticos
de Angola, três anos antes.

No discurso de posse para o seu segundo mandato, Marcília
Fernandes referiu o “contexto desafiante” provocado pela pandemia da COVID-19,
salientando que todos os farmacêuticos trabalharam com “afinco para um bem
comum” durante este período. A bastonária assinalou os investimentos efetuados
por várias Ordens para garantir a segurança do serviço prestado, dos
prestadores de serviço e para impedir a disseminação do coronavírus.

No plano interno, a bastonária reeleita referiu os desafios
da união e a valorização profissional, que carecem do sentido de
associativismo, do dever para com a Ordem e desenvolvimento profissional.

“Todo o circuito de medicamento é e deve ser da responsabilidade
do farmacêutico. Este deve estar envolvido em todas as etapas deste circuito
desenvolver e promover políticas adequadas orientar e fiscalizar o cumprimento
das diretrizes e ‘guidelines’ nacionais e internacionais que regem a
profissão”, disse Marcília Fernandes.

Entre as prioridades para o mandato estão a criação de uma
carreira reservada aos farmacêuticos no setor público e o diálogo e colaboração
interprofissional.

O ministro da Saúde cabo-verdiano reconheceu as boas
relações da Tutela com a OFCV, apontando como exemplos o desenvolvimento do
documento orientador da harmonização dos currículos do curso de Ciências
Farmacêuticas e outras formações na área da Farmácia, assim como a elaboração
do documento de Política Farmacêutica Nacional e de vários diplomas
legislativos estruturantes da Política Nacional de Saúde.

De acordo com o Ministro, o sistema público de saúde conta
com mais de 40 profissionais, que exercem as funções em todos os hospitais
centrais e regionais, em alguns centros de saúde, bem como nos serviços
centrais, específicos da área farmacêutica.

A OFCV com cerca de 140 inscritos efetivos, a maioria dos
quais a exercer no setor privado.

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