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12 Jul

Comparticipação dos testes rápidos é positiva, mas preço “é insuficiente”

A AFP saúda a decisão do Governo de comparticipar a 100% os testes rápidos
de antigénio (TRAg) realizados por profissionais aos utentes, considerando que
esta medida contribui para um maior grau de testagem e para a quebra de
cadeias de transmissão mais precocemente.

Sublinhando que “as farmácias comunitárias estão, como sempre estiveram,
disponíveis para colaborar por forma a mitigar a propagação do vírus”,
Manuela Pacheco alerta, no entanto, que o preço estipulado para a realização
destes testes não cobre os custos das farmácias, o que pode ter um impacto
negativo na sua disponibilização.

“Nós queremos colaborar, mas este valor é manifestamente insuficiente”,
explicou Manuela Pacheco, presidente da AFP. A responsável considera que
“esta situação pode conduzir a que algumas farmácias que atualmente estão
a fazer testes TRAg, ou a trabalhar para implementar este serviço, optem por
não o fazer, criando desigualdades no acesso ao utente”.

“Em vez de alargar a disponibilidade desse serviço à população, estamos a
limitar, na medida em que nem todas as farmácias poderão ter capacidade
para prestar esse serviço”, acrescentou a responsável.

Segundo a Portaria do Governo, cada utente tem direito a realizar até
quatro testes TRAg totalmente comparticipados por mês. A medida de cariz
excecional entrou em vigor a 1 de julho e vigora até 31 de julho, sem prejuízo
de uma eventual prorrogação.